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NOSSA HISTÓRIA


A Companhia de Jesus foi fundada por Santo Inácio de Loyola e um grupo de jovens sacerdotes que haviam estudado juntos na Universidade de Paris (Sorbone), entre eles o futuro padroeiro das missões, São Francisco Xavier, e o bem-aventurado Pedro Fabro. Todos eles decidiram entregar suas vidas ao serviço do Reino de Cristo, após vivenciarem a experiência dos Exercícios Espirituais, escritos por Inácio. Em 1540, o Papa Paulo III aprovou as constituições da nova ordem, com a bula Regimini Militantis Ecclesiae. No Brasil os primeiros jesuítas chegaram em 1549, em Salvador/BA, comandados pelo Pe. Manoel da Nóbrega. Um dos primeiros missionários da Companhia em terras brasileiras foi o jovem José de Anchieta, que aqui chegou com 19 anos e se transformou no Apóstolo do Brasil, tendo sido beatificado pelo Papa João Paulo II, em 22 de junho de 1980. Tanto Nóbrega quanto Anchieta são considerados os fundadores da cidade de São Paulo/SP.

A presença dos jesuítas na Amazônia brasileira remonta ao Século XVII, quando em 1639, o Pe. Luís de Figueira, vindo do Maranhão, chega a Belém e dá início ao trabalho missionário, percorrendo os rios Tocantins, Pacajá e o baixo Xingu, tornando-se o primeiro missionário da Companhia de Jesus (de origem portuguesa) a trabalhar na região. Antes dele já haviam estado de passagem jesuítas provenientes da Missão jesuítica no Perú (então colônia espanhola), entre eles o Pe. Samuel Fritz, que viajou de Quito a Belém (em 1689/90), ajudando a fundar as cidades de São Paulo de Olivença/AM, Coari/AM e Tefé/AM, e registrando em seu diário de viagem rico relato sobre a ocupação da Amazônia pelos espanhóis e portugueses, além de descrever os hábitos das populações indígenas e realizar estudos sobre as diferentes línguas ali faladas. Outros missionários chegaram enviados pelo Pe. Antônio Vieira, como o Pe. João Felipe Bettendorf, que fundou a cidade de Santarém/PA (em 1661), antiga missão com os índios Tapajós, à margem do rio do mesmo nome. Também ao redor de missões dos jesuítas nasceu a cidade de Parintins/AM,  a ilha Tupinambarana, antigo território das nações Tupi. Da mesma forma, a capital amazonense, Manaus, tem a sua origem ligada à antiga missão dos Tarumãs, fundada em 1658, que após vários incidentes transmudou-se na missão da Foz do Jaú, sob a proteção de Santo Elias. Antes disso, em 1652, chegavam a Belém do Pará os padres João de Souto Maior e Gaspar Fragoso. Lá construíram uma modesta palhoça e fundaram, mais tarde, o Colégio de Sto. Alexandre. Os jesuítas ainda possuíam outro importante colégio na cidade de Vigia/PA, aberto em 1731.
Contudo,  após a expulsão dos jesuítas dos domínios portugueses efetuada pelo marquês de Pombal, em 1759, a região amazônica só veria o retorno da Companhia na primeira década do Século XX, como parte da Província da Bahia, com as primeiras novas missões em Belém e na Ilha do Marajó. Em seguida, abriram-se casas em Manaus e em Marabá.

Em 1995, é criado oficialmente o Distrito dos Jesuítas da Amazônia (DIA), iniciando um processo de progressiva autonomia dos jesuítas do norte do brasil, visando oferecer respostas mais concretas e adequadas ao serviço que a Companhia está chamada a prestar nesta região. Tendo sua sede em Manaus, o DIA foi-se fortalecendo, tomando forma e gerando novas obras. Foi assim que, no ano de 2001, surgiu o noviciado Ir. Vicente Cañas, em Manaus, como resposta ao aumento das vocações locais. E, no dia 31 de julho de 2005 (Festa de Santo Inácio), o Distrito foi elevado à categoria de REGIÃO BRASIL AMAZÔNIA, dependente da nova província Brasil-Nordeste (BNE).

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