250 ANOS DA PRIMEIRA EXPULSÃO
ARTIGOS - sexta-feira, 30 de novembro de 2007 20:31 por Redação
250 ANOS DA PRIMEIRA EXPULSÃO
Lembramos que no dia 28 de novembro de 1757, foram expulsos, desterrados do Brasil, o primeiro grupo de jesuítas de 15 ou 21 jesuítas, fruto da política repressiva de Pombal, a partir de Belém do Pará..
Os indesejados foram embarcados no porto de Belém. Eram os “cabeças” da Vice-Província do Maranhão e Grão Pará. Os demais foram deportados em seguida, sendo que, o grupo maior dos amazônicos [Maranhão e Pará], foi em 12 de setembro de 1760. Eram estes 115 e só chegaram em Lisboa: 111, pois, 4 morreram na viagem.
A lista dos banidos, desterrados do Brasil a 28/11/1757, consta do “Syllabus Informatorum”,a] complementada com outras informações e com a idade que tinham em 1756.
1.Antônio José, 48 anos, português, reitor do Seminário do Pará, morreu na prisão.
2. Aleixo Antônio, 45 anos, português, missionário e professor no Colégio do Pará, saiu da prisão de S. Julião em 1777.
3. Antônio Machado, 46 anos, português, missionários do Gamelas, e reitor do Seminário do Maranhão.
*4. Antônio Meisterburg, 38, alemão, missionário em Arucurá, humanista, saiu da prisão de S. Julião em 1777.
*5. Anselmo Eckart, 37, alemão, missionário dos Abacaxis em Trocano: [onde tudo começou!] Saiu da prisão em 1777 e foi para a Rússia, mestre de noviços do Pe. Roothaan, onde morreu em 1809..
*6. Antônio Moreira, [?], português, morreu na prisão.
*7. David Fay, 44 nos, húngaro,missionário dos Amanajós, Prof de Teologia, morreu na prisão em 1767..
*8. Domingos Antônio, português, reitor do Colégio do Pará, saiu da prisão com vida em 1777.
*9. Francisco de Toledo, 58, português, Visitador e Vice-Provincial, saiu da prisão em 1777.
10. João Daniel, 36, português, missionário em Cametá, autor do célebre: “Tesouro descoberto no Máximo Rio Amazonas”, morreu na prisão em 1776.
*11. José da Rocha, 42 anos, maranhense, reitor do Colégio do Maranhão, morreu na prisão em 1775.
*12. Joaquim de Barros, [?] português, morreu na prisão.
*13. Joaquim de Carvalho, 41 anos, português, missionário no Tapajós, morreu na prisão.
*14. Lourenço Kaulen, 42, alemão, missionário em Sumaúma, Piriviri, desenhou o célebre “Mappa Vice Provinciae” , saiu da prisão em 1777.
*15. Luís Álvares, 58 anos, português, missionário no Tapajós, morreu na prisão.
*16. Luis Oliveira, 61, português, Procurador das Missões, morreu na prisão.
*17. Manuel Afonso, 47 anos, português, missionário no rio Xingu, morreu na prisão.
18. Manuel Ribeiro, [?] português, missionário de Aracurá, morreu na prisão.
*19. Manuel dos Santos, [?], português, morreu na prisão.
20. Roque Hundertpfundt, 49, alemão, missionário no rio Xingu e Cametá, saiu de Lisboa durante o “terremoto” e morreu na Alemanha.
21. Teodoro da Cruz, 46, português, missionário em Caetés, morreu na prisão.
O segundo grupo de deportados, na expulsão geral [1760], foi:
Padres/Escolásticos/Irmãos
Do Rio de Janeiro, a 15/3/1760 125 95 18 12
De Salvador, a 19/4/1760 122 66 31 25
De Recife, a 1/5/ 1760 53 37 4 12
De Belém, a 12/9/1760 115 79 19 17
Total 415 277 72 66
Uns 15 já estavam na Europa ou expulsos a “granel” entre 1757 e 1760.
Os noviços foram forçados a deixar a Companhia aqui no Brasil. Outros Padres ficaram ainda aqui até 1762, pois estavam no interior de Goiás[2] e Piauí [6]. E possivelmente um se refugiou e morreu no interior do Piauí. b]
[Quam multi parvuli petebant panem et non erat qui frangeret eis!]
Belém, 17 de novembro de 2007.
Pe. Ilário Govoni